Bateristas do Social Distortion I – Casey Royer

O site do Adolescents diz que a primeira banda de Rikk Agnew foi o Social Distortion. Consta, lá, que a primeira formação do Social D. era o Rikk, o irmão Frank, e o Casey Royer na bateria… e não aparece o Mike Ness!

Seja como for, o primeiro baterista do Social D. foi mesmo o Casey Royer, quando a banda começou, em 1978-79, época dos kids of the black hole. Iniciou-se, com ele, uma linhagem que viria a ser uma sequência de cidadãos antológicos, de finíssimo trato, a bater os tambores da banda do Mike Ness.

Achei uma entrevista na qual Casey fala em ter fundado o Social Distortion, com Mike Ness, entre 1976 e 1977, no seu quarto de adolescente, na casa da sua mãe. Quando o Social D. lançou seu primeiro compacto, Mainliner/Playpen, pela gravadora Posh Boy, em 1981, Royer já estava no Adolescents, junto com Rikk Agnew.

Nessa parte da entrevista, Royer conta como eram aqueles primeiros dias:

What brought you to disband Social Distortion? Was it really because of original guitarist Dennis Danell’s inability to play?

Mike and I were jamming for a couple years with bass player, Mark Garrett (RIP), with Rikk Agnew on guitar, and Tom Corvin singing. With a couple personnel changes, Mike wanted Dennis to play guitar. Dennis didn’t know how to play guitar, Rikk and I played well and were ready to play gigs, so we joined the Adolescents when Tony Adolescent asked.

So did you leave Social Distortion to pursue the Adolescents?

You have to understand, no one really was famous or trying to achieve rock and roll fame, so the decisions we made were pretty off the wall. A total disconnected new world that we ruled. Mike and I split up and I became the singer of S.D. for about a year with some early D.I. guys in 78. Even though Mike and I were the first S.D. I did make up the name so I went with it. I broke up S.D. and formed the Adolescents with Rikk Agnew. A new S.D. with Dennis Dannel (RIP), Brent Lyles RIP, (replaced by John Mauer) came about in 79; Social Distortion II… A whole new chapter.

Pra quem não lê inglês, basicamente o Royer conta que ele inventou o nome “Social Distortion”, e cantou na banda por um ano quando Mike Ness saiu, em 1978, com uns caras que depois tocaram no D.I. – devem ser os irmãos Agnew. Diz que acabou com o Social Distortion para formar o Adolescents com o Rikk Agnew – embora na resposta anterior diga que saiu do Social Distortion porque o Mike Ness queria trazer o Dennis Dannel, e atendeu ao chamado do Tony Adolescent para ir pra outra banda… Sei lá, né ?  Se quiser ler a entrevista toda e tirar suas conclusões, ela está aqui. É muito boa, Royer fala dos velhos tempos, dos novos tempos, do D.I., do punk velho e do punk atual.

Com o Adolescents, Royer gravou o primeiro disco e o EP Welcome to Reality, ambos lançados em 1981. Tocou também por um breve período no Agent Orange, e fez toda sua carreira no D.I., que está por aí até hoje, mas nesse caso como vocalista. Também participou do ADZ, com Tony Reflex e Rikk Agnew. Na capa do disco, aparece de bandana!

Vale checar uma boa performance do Casey Royer na bateria, raro nos dias atuais, nesse show do Adolescents, com uma formação absolutamente clássica, a mesma do primeiro e famoso disco azul: Tony Montana, Steve Soto, Rikk Agnew (de bandana !), Frank Agnew e Casey Royer.

Na próxima, Derek O’Brien. Pra fechar esta, uma foto do Casey Royer, atual, no D.I.:

De John Doe a John Doe

Encontrei para vender o disco A Year in the Wilderness, trabalho solo do grande John Doe, conhecido vocalista e baixista do X, uma das bandas pioneiras do punk em Los Angeles.

Doe também é ator. Um dos seus filmes mais famosos é A Fera do Rock, título original Great Balls of Fire, sobre o Jerry Lee Lewis, com o Dennis Quaid no papel principal. Doe faz o papel do pai da Winona Ryder, prima de 13 anos do Jerry Lee, com quem ele casa. O tio tocava na banda do Jerry.

Durante boa parte da carreira do X, o guitarrista foi o Billy Zoom, o cara mais cool da face da Terra. Verdadeiro Guitar-Hero, Zoom foi, por muito tempo, técnico de guitarra do Brian Setzer. Ambos têm em comum a paixão pelas guitarras Gretsch das décadas de 1950 e 60.

Zoom tocou também com Gene Vincent e Etta James, o que demonstra todo seu talento para muito além do punk rock. A guitarra do X, realmente, era um caso à parte.

Nesse video aqui, Billy Zoom está tocando com a banda do Mike Ness, com Charlie Quintana (The Plugz, Agent Orange, Social Distortion, Izzy Stradlin and the Ju Ju Hounds) na bateria, Sean Greaves (Joykiller) na telecaster, Brent Harding (Social Distortion, The Steeplejacks) no baixo.

Aí o ciclo se fecha, porque, além de Brian Setzer e Mike Ness terem trabalhado junto com o chicanasso Quintana, ele também tocou com o John Doe, em sua carreira solo.

Easter e a bandana Suicidal

Não tenho nada dessa banda. Easter tocava um punk rock num estilo parecido com Buzzcocks e The Boys. Quem cantava era o Danny Dean, que, na foto abaixo, está em sua Triumph.

Hoje, o Danny Dean tem uma banda de Rockabilly. Ele também toca no Anti, que conta com o Jack Debone, do Channel 3. Quem conta isso é ele mesmo, nos comentários desse video que postou no youtube. No video, o guitarrista base é o Mike Ness, que está com uma bandana que, se vi bem, é a mesma bandana com os “x”, que logo ficaria famosa com o Suicidal Tendencies, principalmente a partir do disco How Will I Laugh Tomorrow… A bandana, que já estava no desenho da capa do Join the Army, aparece em destaque na capa e na contracapa do How Will, na cabeça e na cinta do Mike Muir e do Mike Clark:

No encarte, a bandana aparece também com o baterista R. J. Herrera. Os autógrafos estão no disco da minha coleção pessoal:

Nos demais lançamentos do ST, a bandana esteve sempre presente. Ela também aparece na capa do disco do Chicano Christ, além do último Welcome to Venice, produzido pelo Louiche Mayorga:

Comprei a minha no show do Suicidal em Curitiba, em 1997, eu acho. Na época, era um artigo de luxo e de alta raridade. Atualmente, ela pode ser comprada no ST Tattoo, em Venice, ou pela internet, no site da banda, no link de merchandise, também numa surpreendente versão preta.

Faltam dois dias…

Dois dias para o lançamento de Hard Times and Nursery Rhymes, novo disco do Social Distortion.

In two days, Social Distortion’s new album Hard Times and Nursery Rhymes will be released by Epitaph Records.

O disco já pode ser encomendado, em versão cd, vinil preto e vinil vermelho, além de camisetas, no site da gravadora do Brett Gurewitz: www.epitaph.com.

Já encomendei o meu, nas três versões! E também já ouvi: uma pesquisazinha no Google ou Yahoo e dá pra achar fácil alguns blogspots que têm as músicas pra baixar. Disco muito bom, com grandes momentos. Em alguns pontos, muito diferente dos anteriores, mais parecido com os trabalhos solo do Mike Ness. Vamos esperar o lançamento oficial, para maiores comentários.