The Masque

Agora em outubro fez 63 anos que Brendan Mullen nasceu em Paisley, na Escócia (dia 9), e faz 3 anos (dia 12) que ele morreu em Los Angeles. Mullen foi o fundador do clube The Masque.

The Masque, inicialmente, foi um ex-cinema pornô que Mullen alugou em Hollywood, no número 1655 da North Cherokee Ave., entre a Hollywood Blvd. e a Selma Ave., para servir de local para ensaios. As bandas da primeira leva do punk rock de LA ensaiaram por lá.

O porão do Masque, logo em seguida, virou um lugar de shows. Registra-se que tenham passado por lá, dentre outras, X,The Germs, The Weirdos, The Bags, Nervous Gender, The Screamers, The Zeros, The Nerves, Black Randy and the Metrosquad, The Dils, The Alley Cats, F Word, Backstage Pass, The Go-Go’s, The Wildcats, Suburban Lawns, The Mau-Maus, The Quick, Catholic Discipline, The Blasters, The Avengers, The Skulls, The Controllers e Rhino 39.

Tudo isso no período de um ano e pouco em que o lugar funcionou, entre 1977 e 1978, até ser fechado por falta de alvará. Andou reabrindo para algumas noites em 1979, mas fechou definitivamente no mesmo ano.

                    Na foto, da esquerda para a direita: Kristian Hoffman (The Mumps), John Denney (The Weirdos), Darby Crash (The Germs), Tomata DuPlenty (The Screamers). Quem descobrir o quinto elemento ganha um certificado de entendedor de punk californiano.

Mullen foi processado pelo corpo de bombeiros e demais autoridades de LA, por violar as leis municipais. Dezenove daquelas bandas, então, se organizaram para fazer dois shows, aqueles benefits que os americanos costumam fazer, para ajudá-lo. Os shows foram no Elks Lodge, no Macarthur Park, em Los Angeles, nos dias 24 e 25 de fevereiro de 1978, e terminaram em tumulto, com a polícia aparecendo.

Desses dois shows, foram feitos três discos, lançados pela Year One, selo da Exene Cervenka, vocalista do X, em 1996. Chamam-se Live From the Masque.

O primeiro, Live From the Masque, Vol. 1: Forming, tem The Weirdos, The Bags (banda, na época, da Patricia Morisson, hoje casada com Dave Vanian e mãe da Emily Vanian), The Germs e The Skulls.

O segundo, Live From the Masque, Vol. 2: We We Can Can Do Do What What, tem F Word, The Alleycats, The Zeros e X, no primeiro show da banda com o DJ Bonebrake na bateria.

O terceiro, Live From the Masque, Vol. 3: Dicks Fight Banks Hate, tem Black Randy and the Metrosquad, The Randoms, The Eyes e The Dickies.

O Vol. 1 já havia sido lançado, dois anos antes, em 1994, pela Flipside, com uma capa diferente. Ele hoje é mais raro e é vendido mais caro pelos sebos da vida:

Em 2002, um selo chamado Bacchus lançou Live from the Masque: The Definitive Collection, que é uma coletânea de 16 músicas retiradas dos 3 discos, sem o X, talvez por problemas com a Exene, que lançou as versões originais. Cuidado com esse, se você gosta de X. Por outro lado, até onde eu sei, é o único que tem em vinil e em CD, os outros só em CD:

                    Essas duas últimas fotos foram obtidas do excelente site http://recordcollectorsoftheworldunite.com, que é mantido por colaboração de qualquer um. Eu mesmo já dei pitaco nos Dead Kennedys, todo mundo pode ajudar.

Apesar do benefit, o Masque não reabriu. Hoje lá funciona a produtora World of Wonder, que reformou o lugar mas manteve algumas paredes, com as pichações da época ainda intactas. Quando o Masque fechou, Mullen abriu o The Other Masque e o Club Lingerie. O fechamento do The Other Masque, logo em seguida, abriu espaço para o punk na Sunset Boulevard (Whiskey, por exemplo) e em East LA (The Vex).

Aí, começo dos anos 80, sem o Masque e sem outro lugar para concentrar as bandas, a cena de LA começou a arrefecer e ganharam espaço as bandas da área das praias (Black Flag, Suicidal Tendencies e Circle Jerks, por exemplo) e de Orange County (Adolescents, Agent Orange, TSOL, CH3 e Social Distortion, por exemplo). O punk virava hardcore. Do outro lado dos EUA, na mesma época, em NYC, o punk também ficava hardcore. E na Europa também…

A melhor história sobre o Masque deve ser a do próprio dono. Ele escreveu o livro Live at the Masque: Nightmare in Punk Alley:

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