Adolescents em Santos – 2010

Saí de São Paulo no sábado, dia 27/11/2010, às 18h30, desci pela Imigrantes e cheguei em Santos umas 19h30. Fui pra ver Adolescents, que ia fechar o festival SantosRock! (http://www.santosrockfestival.com/). Perdi o show de SP e o de Curitiba, mas não dava pra perder a última chance de ver uma das minhas bandas top3 da cena clássica de Orange County.

Procurei antes de tudo o lugar do show, e achei. Um lugar podre, estilo 92 só que maior, no centro histórico de Santos. Esse centro histórico, por sua vez, é um lugar podre, estilo Cruz Machado em Curitiba, só que pior. Aí resolvi procurar um hotel. Segui rumo à praia, que fica a uns 7 km do centro histórico. Lugar podre, estilo Balneário Camboriu só que pior. Resolvi que não ficaria em hotel nenhum. Depois do show, seguiria de volta pra São Paulo, porque a estrada é boa e é perto (menos de 70km). Troquei a cerveja por energético.

Quando cheguei, a primeira banda estava acabando. Não vi direito, só um cover do Bad Religion, música Generator. Deu pra sentir o drama, e fiquei satisfeito de ter chegado no fim. A segunda banda foi Safari Hamburgers, banda já quase velha de Santos, do começo da década de 90. O baterista é o Boca, o mesmo do Ratos de Porão. Ele tinha uma banquinha de venda de discos e camisetas. Comprei dele um vinil do Rövsvett antes de começar o show. Valeu pela banda e por ver ele tocar, muito bom, muito rápido e muito tosco. A terceira banda se chamava Big Nitrons, um psychobilly paulistano muito divertido. Valeu a pena. Depois veio uma banda de metal do Chile, cheio de técnicas e vocais naquele estilo. Não é a minha praia. A penúltima banda foi a já clássica Sociedade Armada, dali perto, de Praia Grande. Hardcore muito bom mesmo. Tipo da banda que eu queria ser o baterista, pra tocar todas as músicas iguais. Gostei muito.

Quando acabou essa SA, o Adolescents ainda não tinha chegado. Fui pro lado de fora pra pegar um ar, e chega a van. O primeiro que sai é o Steve Soto com sua obesidade mórbida, e um curativo gigante no dedão da mão direita. Pensei: “pronto, fodeu”. Fui bater um papo com ele. O que rolou é que a janela estilo gilhotina do hotel em Curitiba guilhotinou a última falange do dedão do cara. Levou pontos, tomou remédio pra dor e foi pro palco. Dava pra ver que estava no sacrifício, tocou de um jeito meio estranho e economizou nos backing vocals, sua marca registrada.

Abriram com Who is Who, emendaram No Way e daí por diante só alegria. Clássicos dos discos Adolescents, Welcome to Reality, Brats in Batallion e O.C. Confidential. Pelo que li por aí, set list parecido com SP e Curitiba (veja foto lá acima). Ao todo 18 músicas, fechando com Kids of the Black Hole (Mike Ness diz que “Black Hole” era o quarto dele na adolescência, e foi ali que ele, Steve Soto e Rikk Agnew compuseram essa música, que originariamente era pra ser do Social Distortion). Como de costume, não tocaram nenhuma música do Balboa Fun-Zone. Steve Soto explicou que aquele disco foi resultado de uma briga com Tony Reflex, já resolvida, e que eles não gostam de retomar aquele clima. Contou outras histórias interessantes sobre Rikk Agnew, qualquer dia conto numa cervejada. Destaque para os dois guitarristas, excelentes, e o baterista, que foi muito bem também. E Tony Cadena praticamente cantou de dentro do público, dividindo os microfones com quem estava mais perto do palco de meio metro, um pouco maior que o do Ambiental.

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