Novidade da escola de medicina de Guantânamo

Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine, a banda que Jello tem desde 2008, está de lançamento novo.

Depois do excelente LP The Audacity of Hype, de 2009, os extirpadores de Guantânamo, patrocinados por George W. Bush e Barack Obama, com o apoio de Hillary Clinton e John McCain, lançarão um EP no dia 31 de maio, chamado Enhanced Methods of Questioning. Será o virus430 da Alternative Tentacles.

Bateristas do Social Distortion IX – Charlie Quintana

O nono baterista do Social Distortion também é um fodão do punk rock californiano: Charlie Quintana.

Quintana, na verdade, é texano, de El Paso, e nasceu em 1962 – com a mesma idade do Mike Ness, então. Entrou para o Social D. em 2000, depois de ter tocado com a banda solo do Mike Ness e, inclusive, gravado Under the Influences. Ficou quase dez anos na banda, até sair, em 2009, depois de ter gravado o excepcional Sex, Love and Rock and Roll, as regravações do Greatest Hits, e o DVD Live in Orange County.

Muito antes disso, Quintana começou no punk californiano em 1977, como baterista e fundador do The Plugz, uma das responsáveis por inaugurar o Chicano Punk Rock da California, junto com os Zeros. Ajudou a fundar a Plugz Records, e gravou os discos Eletrify Me, de 1979, e Better Luck, de 1981. Aparecem no documentário The Decline of Western Civilization.

Em 1984, os Plugz, com um quarto integrante, viraram The Cruzados. Quintana ficou na banda do começo até o final, e gravou os discos Cruzados, em 1985, e After Dark, em 1987.

Release do Plugz

Uns tempos depois do fim dos Cruzados, Chalo juntou-se ao Izzy Stradlin, o melhor dos Guns and Roses, e formou o Izzy Stradlin and the Ju Ju Hounds, gravando o disco auto-intitulado e um outro registro ao vivo.

Em seguida, Chalo juntou-se ao Agent Orange, na época com Mike Palm e Sam Bolle, e, em 1996, gravaram o ótimo disco Virtually Indestructible.

Além desse povo, Chalo Quintana tocou também com Bob Dylan, John Doe, Joan Osborne e outros. Hoje, pelo que se sabe, está sem banda. Tomara que apareça logo por aí, porque toca muito e é um chicanaço de primeira categoria !


Bateristas do Social Distortion VIII – Chuck Biscuits

O oitavo baterista do Social Distortion foi um cara de responsa: Chuck Biscuits.

Trata-se de um cidadão absolutamente lendário. Charles Montgomery – seu nome verdadeiro – nasceu no Canadá, em 17 de abril de 1965. Em 1978, com treze anos, formou o D.O.A., banda clássica e fodíssima de Vancouver, com seu irmão Ken “Dimwit” Montgomery, Joey “Shithead” Keithley e Brian “Wimpy Roy” Goble. Com o D.O.A., gravou compactos, LPs e participações em coletâneas famosas, com a Let Them Eat Jellybeans, da Alternative Tentacles.

No começo de 1982, Chuck saiu do D.O.A. e entrou no Black Flag, durante uma turnê dos californianos pelo Canada que o baterista acompanhou pra aprender as músicas. Gravou as demos de My War, lançada no cassete Demos 1982, e vazou, talvez por causa de uns desentendimentos – Henry Rollins diz que ele era um fucked up !

Passou outro período no Circle Jerks. Nessa banda, gravou a participação na trilha sonora de Repo Man. Aparece também num video da Flipside, o The Best of Flipside Video Vol. 1, junto com Weirdos, Dickies e Bad Religion. O show do Circle Jerks nesse video conta com Greg Hetson, Keith Morris e o baixista Earl Liberty, do Saccharine Trust, e foi gravado no Stardust Ballroom, em Los Angeles, em maio de 1984. Veja o “trailer” aqui.

Saiu do Circle Jerks, em 1985, e foi pra uma banda obscura de Huntington Beach, chamada Floorlords.

E aí ajudou Glen Danzig a formar o Danzig, participando dos excelentes quatro primeiros discos dessa excepcional banda – que toca reformulada, com Todd Youth na guitarra, em Curitiba, dia 17 de julho, segundo dizem. Ingressos já estão à venda. Enquanto estava no Danzig, gravou bateria num disco do Run DMC e no último do Samhain.

Após sair do Danzig em 1994, Chuck entrou para o Social Distortion, dois anos depois. Participou da turnê de lançamento do disco White Light White Heat White Trash, no qual é creditado como baterista, e gravou o disco ao vivo Live at the Roxy – com uma bateria idêntica à do Castronovo no disco de estúdio, estilos muito parecidos. Esse único registro oficial do Chuck Biscuits no Social Distortion foi lançado em na metade de 1998. Aparece nos clips de I Was Wrong e When The Angels Sing – nesse, tocando em um altar de igreja transformado em palco, com Jesus ao fundo, e com uma camiseta escrito 666.

Em 1999 Biscuits saiu do Social Distortion, e parou de tocar. Nunca mais se ouviu falar dele, até que dois anos atrás circulou um boato forte que ele tinha morrido. No entanto, Chuck Never Dies !  Sua conta no facebook avisa que ele está vivo e bem: http://www.facebook.com/pages/Chuck-Biscuits/61744663053?sk=info

Seu estilo de tocar quase em pé e socando a bateria forte é único e incomparável. Graaande cara o Chuck !

Bateristas do Social Distortion VII – Deen Castronovo

Depois que Randy Carr deixou a banda, e antes da entrada de Chuck Biscuits, há informações na internet dando conta que o Social Distortion recrutou o baterista Deen Castronovo para gravar o disco White Light White Heat White Trash. Dizem que, embora no disco conste o nome do Chuck como baterista, na verdade foi Castronovo quem gravou. Sempre achei isso meio estranho, mas o fato é que, neste último disco, Hard Times and Nursery Rhymes, consta como baterista o David Hidalgo, Jr., mas quem gravou foi o excelente Josh Freese.

Deen nasceu em 1965, na California, e tocou com Ozzy Osbourne e mais um monte de gente. No site do cara, dá pra conferir os milhares de discos nos quais tocou. Ele também lançou um video: High Performance Drumming. Atualmente é baterista do Journey.