II Curitiba Ramones Day – 9: Road to Ruin

Road to Ruin é o meu disco do coração.

Foi o primeiro disco do Ramones que eu ouvi, e o primeiro que eu comprei, e o primeiro que eu tive.

Road to Ruin é cheio de lembranças. Passei horas e horas vendo esse desenho da capa. Não entendia bem a bateria do Marky, que é toda estranha na capa: um bumbo lá longe, dois surdos, e dois pratos, e só. Certamente quem desenhou não era baterista. O pedestal do microfone do Joey também não faz sentido nenhum. E as lapelas das jaquetas de couro, então ?

Virando a contracapa, eu dava de cara com aquela foto, em que os quatro estão sentados numa calçada, o Joey, só com um pedaço do rosto aparecendo, com a calça mais rasgada que eu já tinha visto, e o Dee Dee e o Johnny com a corrente pendurada na jaqueta.

Abaixo da foto, os nomes deles: todos são irmãos ! – eu pensava…

Fabricado e distribuído por BMG Ariola, Av. Engenheiro Billings, 2227, São Paulo. Quantas vezes eu li isso…

Lá em cima, escrito: também em cassete.

Aí eu abria o disco, e tinha outra capa por dentro. De um lado, num fundo amarelo, fotos dos quatro. O cabelo do Joey parecia o do Johnny, e por uns tempos em confundia os dois. Quando eu vi o clip de Pet Sematary, pensei: esse vocalista novo tem quase a mesma voz do antigo !  Será que o vocalista antigo agora é o guitarrista ? (!)

Eu também ficava pirando nas pilhas de Marshalls no palco, nas fotos do encarte. E no cinto do Joey. E no cabo do microfone enrolado no pedestal do Dee Dee. E na camiseta do Johnny. E na cara de débil mental do Marky, parecendo o Angus Young, que na época eu ainda não conhecia muito bem. Hoje meu encarte está autografado pelo Marky, mas ele assinou acima da foto do Johnny, não da dele.

Virando o outro lado, vinham as letras. Todas sem espaços de parágrafo entre base e refrão. E no final da letra de cada música, um ponto final, como se a letra inteira fosse uma frase só. Aquilo era demais !  E mais ainda, era a letra de It’s A Long Way Back, que só tinha três frases. Uma das músicas que mais marca minha vida, toquei ela no Ramones Day de 2009 com o Magaivers/RamonesForFun.

Eu achava que I’M Against It só podia ser a música mais punk de toda a história, até ali e dali em diante. Amava Questioningly, e amava She’s The One, até hoje o melhor riff de guitarra da carreira do Ramones – embora empatado com alguns outros. Needles And Pins eu gravava nas fitas que dava pras gurias do colégio.

Hoje vejo o disco quase como naquela época, mas hoje sei que I Don’t Want You é uma das melhores músicas deles. Tem aquela batida presente em algumas músicas com o Marky, como What’d Ya Do ?  e I Believe In Miracles.

Não vou comentar música por música, que não precisa. Road to Ruin é um clássico, é meu disco do coração, e viva Ramones !

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Um pensamento sobre “II Curitiba Ramones Day – 9: Road to Ruin

  1. excelente esses textos que vc. puxa mais pras emoções e memórias passadas!

    é um disco perfeito.

    tommy tbém compôs algumas dessas músicas mas recebeu créditos apenas como produtor.

    talvez seja o disco mais pop punk deles.
    talvez o ápice.

    o disco amarelo deles.
    o primeiro é o p&b, leave home é o azul, end o century vermelho…
    tudo uma beleza.

    fiquemos no aguardo para o último disco do top 10.
    se vc. colocar todos os que faltam em décimo lugar, vamos entender.

    aquele abraço.

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