Bateristas do Social Distortion II – Carrot

Depois da debandada dos Adolescents, o primeiro baterista a gravar algo com o Social Distortion foi um cara conhecido simplesmente como Carrot. Ele gravou o primeiro single da banda, Mainliner/Playpen, em 1981. A capa trazia o primeiro logo deles, que, até hoje, é o autógrafo do Mike Ness.

Drummers of the band Social Distortion

Além desse EP, Robbie Field, da gravadora Posh Boy, e seu engenheiro de som David Hines, nas mesmas sessões de abril de 1981, gravaram outras quatro músicas do Social D., com o Carrot na bateria: 1945, All the Answers, Moral Threat e Justice for All.

Esta última música, depois, apareceu rebatizada como It’s the Law, no disco Prison Bound, de 1988, quando o baterista já era o imbatível Christopher Reece. Um pedacinho do segundo verso foi alterado. Quem presta atenção, percebe. Em 1981, Justice for All, quase um hardcore, era assim:

The deputy had a bad night
He had a little fight with his wife
So he’s gonna be pissed on the job and
He’s gonna bum out your life

Em português: “O delegado teve uma noite ruim; ele teve uma briguinha com sua esposa. Por isso, vai estar puto no trabalho, e vai complicar a sua vida

Em 1988, It’s the Law, já mais com influência do country, era assim:

The deputy had a bad night
He couldn’t get it up for his wife
So he’s gonna be pissed on the job and
He’s gonna bum out your life

Mais ou menos: “O delegado teve uma noite ruim; ele não conseguiu ‘levantar’ para a sua esposa. Por isso, vai estar puto no trabalho, e vai complicar a sua vida“.

Como dá pra notar, Mike Ness, em 1988, estava mais no veneno. Pudera: já tinha sido preso algumas vezes, e já tinha passado por desintoxicação por conta da heroína. Ficou no veneno até 1996, no disco White Light White Heat White Trash, ou 1997, no Live at the Roxy, quando disse: “We don’t do no happy songs”. Depois, em 2003, no Sex Love and Rock and Roll, já estava mais susse. E, em 2011, no Hard Times and Nursery Rhymes, escreveu umas duas “happy songs”.

Mas estamos, ainda, em 1981. Na época do Carrot, a banda era um trio, com Mike Ness e Dennis Dannel. O Mike Ness tocava uma SG com um belo adesivo da banda Joan Jett and the Blackhearts.

Todas aquelas músicas de 1981, vários anos depois, foram lançadas na coletânea Mainliner: Wreckage from the Past, pela gravadora Time Bomb. Depois desse lançamento, ficou fácil de ouvir, porque esse disco teve boa distribuição.

A música 1945, na versão da Posh Boy, foi tocada pelo onipresente Rodney Bingenheimer, da estação de rádio KROQ-FM, e saiu na coletânea, do mesmo ano de 1981, chamada Rodney on the ROQ. Reapareceu, depois, na Blood On The ROQ, de 1983, e na The Best Of Rodney On The ROQ, em 1989.

No mais, não tenho ideia de quem é esse Carrot, e do que ele faz hoje em dia, se é que ainda está vivo. Ouvi falar que era um local do norte de Orange County, talvez de Fullerton, mas isso não diz muita coisa. Seja como for, é o segundo baterista conhecido do Social Distortion, e o primeiro a deixar algum registro oficial de sua passagem pela banda. A única foto que já vi dele é na contracapa do primeiro EP. O próximo baterista, agora sim, será o Derek O’Brien.

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