Easter e a bandana Suicidal

Não tenho nada dessa banda. Easter tocava um punk rock num estilo parecido com Buzzcocks e The Boys. Quem cantava era o Danny Dean, que, na foto abaixo, está em sua Triumph.

Hoje, o Danny Dean tem uma banda de Rockabilly. Ele também toca no Anti, que conta com o Jack Debone, do Channel 3. Quem conta isso é ele mesmo, nos comentários desse video que postou no youtube. No video, o guitarrista base é o Mike Ness, que está com uma bandana que, se vi bem, é a mesma bandana com os “x”, que logo ficaria famosa com o Suicidal Tendencies, principalmente a partir do disco How Will I Laugh Tomorrow… A bandana, que já estava no desenho da capa do Join the Army, aparece em destaque na capa e na contracapa do How Will, na cabeça e na cinta do Mike Muir e do Mike Clark:

No encarte, a bandana aparece também com o baterista R. J. Herrera. Os autógrafos estão no disco da minha coleção pessoal:

Nos demais lançamentos do ST, a bandana esteve sempre presente. Ela também aparece na capa do disco do Chicano Christ, além do último Welcome to Venice, produzido pelo Louiche Mayorga:

Comprei a minha no show do Suicidal em Curitiba, em 1997, eu acho. Na época, era um artigo de luxo e de alta raridade. Atualmente, ela pode ser comprada no ST Tattoo, em Venice, ou pela internet, no site da banda, no link de merchandise, também numa surpreendente versão preta.

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Dez Cadena em estúdio

Dez Cadena, embora nascido em New Jersey, é figuraça clássica da California. Ex-Black Flag, onde esteve no início dos anos 80, o guitarrista toca agora no Misfits, também de NJ, já desde o começo do milênio 2000. Antes, fez a banda DC3, com o Paul Roessler, do Screamers – por sinal, irmão da Kira, baixista do Black Flag. Essa banda lançou coisas pela SST, assim como o Hüsker Dü, cujo clássico Zen Arcade contou com participação do Dez. Dentre outros clássicos da California, Dez esteve também no Redd Kross.

Seu último lançamento foi o EP Land of the Dead, que saiu em 2009, com o Misfits de Jerry Only. O baterista foi o ROBO, colombiano ex-Black Flag, que também tocou na versão 1983 do Misfits.

A banda anunciou, no site oficial (www.misfits.com), que está prestes a lançar um novo LP. O nome já foi revelado: será chamado The Devil’s Rain. Dez e Jerry agora tocam com “The Goat” na bateria. É o apelido de Eric Arce, do Murphy’s Law, que chegou com a saída de ROBO, no ano passado.

Estamos no aguardo!

Channel Three and Nils

A Better Youth Organization, de dois dos irmãos Stern, merece vários posts à parte. Aqui vou tocar só em um ponto, para introduzir esse assunto maravilhoso de que vou tratar agora.

Em 1982, a BYO Records lançou uma coletânea chamada Someone Got Their Head Kicked In. Eram 18 músicas. Dentre elas, duas do Adolescents, Mass Hysteria do Social Distortion, três do Youth Brigade, duas do Joneses. Uma das minhas bandas preferidas, Agression, também estava lá, com três músicas, junto com Battallion of Saints:

Dois anos depois, a BYO lançou outra coletânea. Something to Believe In vinha com só uma música por banda: Youth Brigade, Kraut, SNFU, Personality Crisis, Unwanted, DOA e 7Seconds são as mais conhecidas:

Em 1992, dez anos após a primeira coletânea, a BYO lançou Someone’s Gonna Get Their Head to Believe In Something. Basicamente, era uma coletânea que envolvia as duas primeiras, além de alguns extras, como Bad Religion, Jr. Gone Wild e Smarties. Royal Crown Revue, que apareceu no disco, era a banda nova do Mark e do Adam Stern, dois dos irmãos, que fazia um som mais rock’n’roll-be-bop-jump’n’jive, que eu torci o nariz. O Shawn – que com o Mark tocava a BYO, e juntos, um pouco antes, virariam o The Brigade, com a saída do Adam para estudar arte – apareceu com a banda That’s It!, mais próxima ao hardcore melódico que começava a fazer sucesso na época:

Bom, mas agora não é a hora de contar a história dos irmãos Stern, ainda na ativa. Voltando ao tema: o Adriano, velho amigo e companheiro na banda Perverts, trouxe o cd do Someone’s Gonna Get Their Head to Believe In Something de Los Angeles, e gravou pra gente.

Baseada em Someone’s, havia, também, na primeira metade dos anos 90, uma fita chamada Skate Rock, que tinha ainda Agent Orange. Essa fita circulou no então restrito grupo de fãs de punk rock em Curitiba. Dudu, Rodrigo, Neves, Gau Gau, Julio, Renato, Piupa, Alceste, Guinalda, vocês devem lembrar, não é possível. Conversei sobre essa fita com o Mike Palm, uma vez, em Florianópolis – outra história que ainda tenho que contar. Não sei quem gravou a fita, mas deve ter sido algum amigo nosso. Nessa fita Skate Rock, ouvi pela primeira vez Channel Three. Nils, só fui ouvir na fita gravada do cd do Adriano. As duas bandas estavam na coletânea da BYO, de 1984.

Channel Three, banda já “velha” na cena, apareceu, na coletânea então nova da BYO, com a música Indian Summer, que depois entraria no disco Last Time I Drank, de 1985. E Nils veio com a música Scratches and Needles. Sou louco pelas duas músicas desde o começo. Saí comprando tudo que eu achava de CH3, e era difícil. Basicamente, não achei nada original, só gravações. Graças ao mesmo Adriano, pude ouvir mil vezes The Skinhead Years, disco que simboliza uma cena sobre a qual ainda quero voltar a falar. Nils, pior ainda: ninguém tinha nada deles. Eu pensava que eles eram californianos, porque achava o som parecido. Quando inventaram a internet, descobri que Nils era de Montreal, Canada. Pensando bem, eles lembram bandas canadenses, como Teenage Head, de Hamilton, Ontario. Muitos anos depois, achei dois discos deles, no Soulseek. Quem quiser, eu gravo. Está em m4A e não sei como passar pra mp3, mas aceito dicas.

A novidade é que, 30 anos depois da primeira coletânea, os irmãos Stern resolveram chamar aquele povo pra lançar outro disco. O bizarro da história: CH3 vai tocar Scratches and Needles, e Nils vai tocar Indian Summer. E o mais bizarro: as duas músicas são praticamente iguais !

A versão do CH3 você pode ver no youtube, clicando aqui. Uma versão absurdamente boa, simplesmente espetacular. Feita por quem sabe, CH3, quem é foda é foda. A do Nils, acho que vamos ter que esperar o disco.

Essa história você vê com mais detalhes no blog do CH3, clicando aqui.

Alex Kirst

Alex Kirst entrou para o Nymphs, banda originária de New Jersey, quando eles se mudaram pra California. A primeira vez que vi algo a respeito do Nymphs foi na camiseta do Keith Morris, na contracapa do disco VI, do Circle Jerks. Keith tem uma camisa pólo com um tag do Nymphs e outro do The Hangmen.

Alex Kirst também havia sido baterista da banda de apoio do Iggy Pop, chamada Trolls. Tocou nos excelentes discos Beat ‘Em Up e Skull Ring. Iggy cantou no primeiro disco do Nymphs, na música Supersonic, do seu primeiro e clássico disco chamado também Nymphs.

Nymphs durou pouco. Além do primeiro, lançado em 1991, saiu A Pratical Guide to Astral Projection, no ano seguinte, ambos pela Geffen Records. Desse segundo, porém, só ouvi falar, nunca vi nem ouvi.

Alex morreu no dia 13 de janeiro, atropelado no deserto californiano.

Saiu!

Saiu o novo do Social Distortion!

New Social Distortion’s album out now!

E veio com uma promoção. O site oficial da banda saiu do ar e deu lugar a uma promoção do VoxBloc. Entre aqui e você vai entender. Dá pra ouvir todas as músicas e comprar, uma a uma. Quanto mais elas forem compradas e indicadas, mais o preço pelo disco inteiro abaixa. E, se você espalhar isso via facebook ou twitter, concorre a uma Epiphone autografada. Imagino que deva ser uma Epiphone Les Paul, parecida com a Gibson Classic de captadores brancos da foto acima!

O track-list da versão normal, em CD, é o seguinte:

  1. Road Zombie
  2. California (Hustle and Flow)
  3. Gimme The Sweet And Lowdown
  4. Diamond In The Rough
  5. Machine Gun Blues
  6. Bakersfield
  7. Far Side Of Nowhere
  8. Alone And Forsaken
  9. Writing On The Wall
  10. Can’t Take It With You
  11. Still Alive

A primeira e a última foram tocadas nos shows do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, em abril. Não fui em Porto Alegre, então não sei dizer. Bakersfield, uma balada, tem por aí no youtube em versões ao vivo. Diamond on the Rough também. Machine Gun Blues e California (Hustle and Flow) já haviam saído como singles, e Alone and Forsekan é aquele mesmo cover que, no bootleg Girls, Cars and Loud Guitars, vinha em batida de valsa dois por um. Agora ficou punk clássico.

O vinil vem com duas músicas extras: Take Care of Yourself e I Won’t Run no More. Se você tem aquele video do Social Distortion na Alemanha em 1997, deve lembrar da música Can’t Run no More. Imagino que possa ser a mesma. Quando meu vinil chegar, tiro a prova.

Via iTunes, é possível comprar a versão “deluxe”, que, além das 13 músicas do vinil, tem ainda Down Here (With the Rest of Us), música que fechava o disco White Light, White Heat, White Trash. Tentei comprar, mas está inacessível para a loja brasileira. Vamos esperar, já aparece por aí, e eu venho com alguma novidade.

Faltam dois dias…

Dois dias para o lançamento de Hard Times and Nursery Rhymes, novo disco do Social Distortion.

In two days, Social Distortion’s new album Hard Times and Nursery Rhymes will be released by Epitaph Records.

O disco já pode ser encomendado, em versão cd, vinil preto e vinil vermelho, além de camisetas, no site da gravadora do Brett Gurewitz: www.epitaph.com.

Já encomendei o meu, nas três versões! E também já ouvi: uma pesquisazinha no Google ou Yahoo e dá pra achar fácil alguns blogspots que têm as músicas pra baixar. Disco muito bom, com grandes momentos. Em alguns pontos, muito diferente dos anteriores, mais parecido com os trabalhos solo do Mike Ness. Vamos esperar o lançamento oficial, para maiores comentários.